Resumos

Os resumos a seguir são traduções para o português das versões originais em inglês.

Prevalência de rinite alérgica e condições concomitantes em adultos e crianças na América Latina: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina"

Charles K. Naspitz [1], Mark A. Wingertzahn [2], John M. Boyle [3], Hugo Neffen [4]

1. Professor (aposentado), Divisão de Alergia e Imunologia Clínica, Depto. de Pediatria, Universidade Federal de São Paulo, Brasil ; 2. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 3. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY; 4. Alergologista; Chefe da Unidade de Medicina Respiratória, Hospital Infantil "Orlando Alassia", Santa Fé, Argentina.

Introdução: Embora a rinite alérgica (AR) seja uma condição crônica comum, faltam índices definitivos de prevalência na América Latina.

Métodos: A pesquisa Alergias na América Latina é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto e tratamento de alergias nasais em indivíduos de 4 anos ou mais, residentes nos países da América Latina, notadamente Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela.No total, 22.012 domicílios em oito países foram pesquisados por meio de avaliação de crianças e adultos com diagnóstico de rinite alérgica ou alergias nasais, tanto sintomas como tratamento, nos últimos 12 meses. O trabalho de campo foi executado por meio de entrevistas por telefone ou pessoalmente, entre os meses de fevereiro e abril de 2008, e a amostra foi baseada em probabilidade para assegurar uma conclusão estatística válida para a população.

Resultados: Um total de 1088 adultos e 457 crianças com febre do feno, rinite ou alergias nasais foi identificado entre 22.012 domicílios pesquisados, correspondendo a 7,0% da população da América Latina, tendo sido diagnosticado com alergias nasais ou, aproximadamente, 31 milhões de indivíduos. Quase dois terços dos adultos pesquisados (59%) sofriam de RA sazonais ou intermitentes. Uma descoberta interessante, entretanto, foi a de que 39% dos entrevistados relataram que seus sintomas ocorriam durante todo o ano. Alergias nasais foram diagnosticadas na maioria absoluta dos casos por meio de testes de pele e exames de sangue (57% em adultos vs. 63% em crianças). Uma maior proporção de crianças fez o teste de pele e exame de sangue para confirmar o diagnóstico de RA comparado com os adultos pesquisados (33% vs. 26% respectivamente). Pouco mais de 1 em cada 4 crianças pesquisadas (28%) relatou asma em comparação com apenas 1 em cada 5 adultos (21%).

Conclusões: Essas pesquisas sugerem que a RA é altamente prevalecente em crianças e adultos da América Latina. Além disso, como em outros estudos feitos em outros países, parece haver uma forte correlação entre RA e asma.

Topo da página

Comparação de sintomas da alergia nasal em adultos e crianças da América Latina: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina."

Hugo Neffen [1], Mark A. Wingertzahn [2], John M. Boyle [3],

1. Alergologista; Chefe da Unidade de Medicina Respiratória, Hospital Infantil "Orlando Alassia", Santa Fé, Argentina; 2. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 3. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY;

Introdução: As alergias nasais afetam adultos e crianças com frequência e gravidade variável. Esta análise comparou sintomas de alergia relatados por adultos e crianças que sofrem de rinite alérgica (RA) residentes em oito países da América Latina para avaliar se existem diferenças na forma com que os sintomas da RA são percebidos entre indivíduos mais jovens e mais velhos.
 
 Métodos: A pesquisa Alergias na América Latina é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto e tratamento de alergias nasais em indivíduos de 4 anos de idade ou mais, residentes nos países da América Latina, notadamente Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela. No total, 22.012 domicílios nos países foram pesquisados por meio de avaliação de crianças e adultos com um diagnóstico de RA e com sintomas ou tratamento nos últimos 12 meses. O trabalho de campo foi executado por meio de entrevistas por telefone ou pessoalmente, e a amostra (1088 adultos e 457 crianças) foi baseada em probabilidade para assegurar uma inferência estatística válida para a população.

Resultados: Os sintomas de alergia nasal relatados com mais frequência foram: congestão nasal, irritação nasal, coriza e espirros constantes, embora a ordem e frequência variem ligeiramente entre as duas populações. A congestão nasal foi o sintoma mais incômodo, com 89% dos adultos e 84% das crianças relatando que a congestão era, pelo menos, moderadamente incômoda. Um número substancialmente maior de adultos relatou dor de cabeça como um sintoma de RA em comparação com as crianças (22% vs. 14% respectivamente). Uma proporção maior de pacientes adultos caracterizou as dores de cabeça como extremamente incômodas em comparação com as crianças (43% vs. 27% respectivamente). Um número consideravelmente maior de pacientes adultos reclamou de olhos avermelhados/irritados ou lacrimejantes em comparação com as crianças pesquisadas (33% vs. 22% e 33% vs. 24%, respectivamente).

Conclusões: Parece que os adultos e crianças percebem de forma semelhante o tipo e gravidade dos sintomas da RA. Entretanto, esses dados sugerem que os pacientes adultos com RA podem perceber as dores de cabeça e irritação dos olhos como um sintoma mais incômodo que as crianças com RA.

Topo da página

Impacto sobre a qualidade de vida e desempenho em adultos e crianças com rinite alérgica na América Latina: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina".

Dirceu Sole [1], Mark A. Wingertzahn [2], John M. Boyle [3], Hugo Neffen [4]

1. Divisão de Alergia, Imunologia Clínica, Depto. Pediatria, Universidade Federal de São Paulo; 2. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 3. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY; 4. Alergologista; Chefe da Unidade de Medicina Respiratória, Hospital Infantil "Orlando Alassia", Santa Fé, Argentina.

Introdução: Sabe-se que as alergias nasais com controle insuficiente diminuem a qualidade de vida e o desempenho no trabalho/escola, bem como o sono em adultos e crianças com rinite alérgica (RA).

Métodos: A Pesquisa Alergias na América Latina foi uma pesquisa nacional com 1545 indivíduos (4 anos de idade ou mais) com um diagnóstico de RA ou alergias nasais, e sintomas e tratamento nos últimos 12 meses. A pesquisa coletou informações sobre qualidade de vida de 22.012 domicílios nos oito principais países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela) entre fevereiro e abril de 2008. A amostra (1088 adultos e 457 crianças) foi baseada em probabilidade para assegurar uma conclusão estatística válida para a população.

Resultados: Cinquenta por cento dos adultos e 42% das crianças com diagnóstico de RA na América Latina relataram que ela afetou em nível pelo menos moderado a vida diária. Mais de um terço dos adultos pesquisados (36%) relatou faltas no trabalho ou redução do desempenho no trabalho devido à alergia nasal nos últimos 12 meses, e quase a metade (49%) das crianças relatou que a alergia interferiu na vida escolar ou resultou em faltas na escola durante o mesmo período. Além disso, os adultos também relataram uma queda de 34% em produtividade no trabalho quando os sintomas da alergia estavam mais acentuados, e as crianças relataram uma redução correspondente de 35% na produtividade escolar. Em conjunto com as faltas no trabalho/escola e problemas de produtividade, são apresentados distúrbios do sono secundários à RA relatados, frequentemente, por adultos e crianças.

Conclusões: Esses dados suportam outros dados mostrando que a alergia nasal pode afetar desfavoravelmente a qualidade de vida de adultos e crianças. Além disso, a RA parece reduzir a qualidade de vida e o desempenho no trabalho e na escola em nível semelhante, respectivamente em adultos e crianças na América Latina.

Topo da página

Intervalos de tratamento com medicamentos atuais de rinite alérgica em adultos da América Latina: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina".

Hugo Neffen [1], Mark A. Wingertzahn [2], John M. Boyle [3]

1. Alergologista; Chefe da Unidade de Medicina Respiratória, Hospital Infantil "Orlando Alassia", Santa Fé, Argentina; 2. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 3. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY

Introdução: Percepções de adultos sobre a eficiência e tolerância de medicamentos para rinite alérgica (RA) e como essa correlação com a participação de pacientes foi examinada.

Métodos: A pesquisa Alergias na América Latina é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto e tratamento de alergias nasais na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela. No total, 22.012 domicílios foram pesquisados para avaliação de adultos que atualmente sofrem de RA ou que receberam diagnóstico de RA. Um total de 1.088 entrevistas foi concluído.

Resultados: A maioria (68%) de adultos relatou que atualmente estava tomando medicamentos para tratamento de RA. Nas quatro últimas semanas, os adultos relataram o uso de porcentagens semelhantes de medicamentos vendidos sem prescrição médica e com prescrição médica (42% e 41%, respectivamente) para controle de RA. Quase um quarto (24%) dos entrevistados relatou o uso de um spray nasal vendido com prescrição médica. Quando esses adultos portadores de alergia nasal foram indagados sobre o nível de alívio fornecido pelo spray nasal vendido com prescrição médica, dois terços (65%) relataram que o medicamento havia aliviado pelo menos a maior parte de seus sintomas.
Os adultos que usavam spray nasal vendido com prescrição médica que não estavam satisfeitos (11%) com sua atual medicação de RA, em sua maioria, relataram que a razão para o descontentamento era a falta de eficiência (67%). Mais de um terço (35%) dos pesquisados relatou que a eficiência do atual spray nasal não proporcionava alívio durante 24 horas ou diminuía com o uso continuado. O descontentamento devido a efeitos colaterais se deveu ao sabor ruim (39%), ao fato de o medicamento escorrer pela garganta (34%), ressecamento (31%), volume do spray (30%) e sonolência (22%).

Conclusões: Embora a maioria dos adultos pesquisados da América Latina concorde que o spray nasal vendido com prescrição médica forneça alívio para a maioria de seus sintomas, ainda existe uma lacuna significativa no tratamento. Os medicamentos para alergias nasais são considerados como não plenamente efetivos e têm atributos desagradáveis referentes a sensibilidade. Portanto, um aprimoramento nas características de formulação de medicamentos de RA pode melhorar a eficiência e tolerância e aumentar a participação dos pacientes na terapia.

Topo da página

Prevalência, impacto e padrões de tratamento em pacientes crianças e adultos com rinite alérgica do México: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina".

Hector Leon Garza [1], Carlos J. Baez Loyola [2], Edgard Novel-Guerra [3], Mark A. Wingertzahn [4], John M. Boyle [5]

1. Presidente do Conselho da América Latina para Certificação Profissional em Terapia Respiratória. Membro do Comitê Internacional de Cuidado Respiratório; 2. ; 3. Otolaringologista, Hospital Angeles de las Lomas; 4. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 5. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY

Introdução: Embora a rinite alérgica (RA) seja uma doença crônica comum, faltam índices definitivos de prevalência e incidência em países específicos da América Latina, como o México.

Métodos: A pesquisa Alergias na América Latina é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto e tratamento de RA em indivíduos de 4 anos de idade ou mais, residentes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela. Os resultados dos entrevistados pesquisados do México (N=412) que receberam diagnóstico de RA e possuem sintomas ou receberam tratamento para isso nos últimos 12 meses são apresentados aqui.

Resultados: Seis por cento dos domicílios relataram que alguém na casa recebeu diagnóstico de RA, equivalendo a, aproximadamente, 6,8 milhões de indivíduos no México que sofrem de RA.
Sessenta e sete por cento dos entrevistados relataram que a RA era sazonal/intermitente em natureza e a congestão nasal (61%) foi o sintoma mais habitual. A congestão nasal foi relatada como o sintoma mais incômodo por 32% dos entrevistados. Cinquenta e oito por cento dos participantes relataram que o desconforto durante um ataque alérgico é tão severo que não pode ser tolerado. Quarenta e cinco por cento dos entrevistados indicaram que a RA tinha um impacto pelo menos moderado sobre a vida diária, e 20% relataram que os sintomas da RA resultaram em falta no trabalho/escola. Além disso, a redução do desempenho no trabalho aconteceu com 29% dos entrevistados. No geral, 71% dos participantes relataram o uso de medicação para aliviar os sintomas da alergia (25% dos entrevistados relataram o uso de um spray nasal vendido com prescrição médica). As principais razões citadas para a interrupção do uso de um spray nasal vendido com prescrição médica foi a falta de eficácia, custo e efeitos colaterais. O sabor ruim e ressecamento foram os efeitos colaterais citados como mais incômodos.

Conclusões: Esses resultados sugerem que um número significativo de indivíduos no México sofre de RA. Além disso, a RA afeta de forma significativa a qualidade de vida e produtividade no trabalho/escola e, como resultado, uma vasta maioria dos portadores de RA usa remédios para aliviar os sintomas de RA. Além disso, embora a maioria de indivíduos pesquisados use medicamentos para tratar de sintomas de RA, uma grande parcela interrompeu o uso devido à falta de eficácia e problemas com tolerância.

Topo da página

Prevalência, impacto e padrões de tratamento em pacientes adultos que sofrem de rinite alérgica na Argentina: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina".

Alberto Dodero [1], Mark A. Wingertzahn [2], John M. Boyle [3], Hugo Neffen [4]

1. Chefe da Divisão ENT, Hospital de Clinicas Jose de San Martin, Buenos Aires, Argentina ; 2. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 3. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY; 4. Alergologista; Chefe da Unidade de Medicina Respiratória, Hospital Infantil "Orlando Alassia", Santa Fé, Argentina;

Introdução: Embora a rinite alérgica (RA) seja uma doença crônica comum, faltam índices definitivos de prevalência e incidência em países específicos da América Latina, como a Argentina.

Métodos: Essa é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto e tratamento da RA em indivíduos com 4 anos de idade ou mais, residentes na (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela). Os resultados dos entrevistados pesquisados da Argentina com diagnóstico de RA e que possuem sintomas ou receberam tratamento nos últimos 12 meses (N=218) são apresentados aqui.

Resultados: Quatro por cento dos domicílios relataram que têm alguém na família que recebeu diagnóstico de RA, equivalendo a, aproximadamente, 1,4 milhão de indivíduos na Argentina que sofrem de RA.

Sessenta e três por cento relataram que a RA era sazonal/intermitente em natureza. Sessenta e três por cento dos entrevistados relataram que a congestão nasal era o sintoma mais habitual, e esse sintoma também foi relatado como sendo o mais incômodo. Setenta por cento dos entrevistados relataram que o desconforto durante um ataque alérgico é tão severo que não pode ser tolerado. Sessenta e seis por cento dos pesquisados relataram que a RA exercia um impacto pelo menos moderado sobre a vida diária. Desse número, 44% dos pesquisados relataram que haviam faltado ao trabalho/escola e/ou que o desempenho no trabalho/escola foi afetado pela alergia nasal. Além disso, o desempenho foi reduzido em um terço quando os sintomas de RA estavam na pior fase. No geral, 67% dos participantes relataram o uso de algum tipo de medicação para tratar da RA. As principais razões citadas para a interrupção de uso de medicamentos para RA estavam relacionadas com a falta de eficácia, custo e efeitos colaterais. O sabor ruim e ressecamento foram os efeitos colaterais citados como mais incômodos.

Conclusões: Esses resultados sugerem que um número significativo de indivíduos na Argentina sofre de RA. Além disso, a RA afeta de forma significativa a qualidade de vida e produtividade e, como resultado, uma vasta maioria dos portadores de RA tem que usar medicamentos para tratar dos sintomas de RA. Apesar de grande número de portadores usar medicamentos para tratar dos sintomas de RA, alguns interromperão o uso, principalmente como resultado de falta de eficácia dos medicamentos e problemas de tolerância.

Topo da página

Prevalência, impacto e padrões de tratamento em pacientes adultos que sofrem de rinite alérgica no Brasil: Revelações da Pesquisa “Alergias na América Latina".

João F. Mello Jr [1], Dirceu Sole [2], Charles K. Naspitz [3], Mark A. Wingertzahn [4], John M. Boyle [5]

1. Professor Associado de Otorrinolaringologia – Escola de Medicina da Universidade de São Paulo; 2. Divisão de Alergia, Imunologia Clínica, Depto Pediatria, Universidade Federal de São Paulo; 3. Professor (aposentado), Divisão de Alergia e Imunologia Clínica, Depto. Pediatria, Universidade Federal de São Paulo, Brasil ; 4. Nycomed GmbH, Florham Park, NJ; 5. Schulman, Ronca, e Bucuvalas, Inc., Nova York, NY;

Introdução: Embora a rinite alérgica (RA) seja uma doença crônica comum, faltam índices definitivos de prevalência e incidência em países específicos da América Latina, como o Brasil.

Métodos: A pesquisa Alergias na América Latina é a primeira pesquisa internacional que descreve os sintomas, impacto, e tratamento de alergias nasais em indivíduos de 4 anos de idade ou mais, residentes nos países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela).Os resultados dos entrevistados pesquisados do Brasil que receberam diagnóstico de RA e que possuem sintomas ou estão recebendo tratamento nos últimos 12 meses (N=408), foram apresentados aqui.
Resultados: Nove por cento dos domicílios relataram que possuem alguém na família com diagnóstico de RA, equivalendo a 17 milhões de adultos no Brasil que sofrem de RA.
Cinquenta e cinco por cento dos participantes da pesquisa relataram que a RA era sazonal/intermitente em natureza, e o sintoma relatado mais frequente era congestão nasal. A congestão nasal foi o sintoma mais incômodo para 22% daqueles pesquisados. Quarenta e três por cento dos entrevistados relataram que o desconforto durante um ataque alérgico é tão severo que não pode ser tolerado. Vinte e três por cento dos adultos relataram que a RA exerce um impacto, pelo menos, moderado sobre a vida diária. Desse número, 46% dos entrevistados relataram que a RA afetou a frequência/desempenho no trabalho. O desempenho no trabalho de adultos no Brasil foi reduzido em 42% quando sentiam o pico dos sintomas de RA. No geral, 60% dos participantes da pesquisa relataram o uso de alguns tipos de medicação para aliviar os sintomas de RA. As principais razões citadas para a interrupção de uso de medicamentos para RA estavam relacionadas com a falta de eficácia, custo e efeitos colaterais. O sabor ruim e ressecamento foram os efeitos colaterais citados como mais incômodos.

Conclusões: Esses resultados sugerem que um número substancial de indivíduos no Brasil sofre de RA, e esses indivíduos são afetados em maior grau pela congestão nasal. Além disso, a RA afeta de forma significativa a qualidade de vida e produtividade no trabalho/escola e, como resultado, exige que a vasta maioria dos portadores de RA use medicação para controlar a doença. Apesar de grande número de portadores usar medicamentos para tratar dos sintomas de RA, alguns interromperão o uso, principalmente como resultado de falta de eficácia dos medicamentos e problemas de tolerância.

Topo da página